quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

eu vou...

ultimamente sou turista dos blogs que visito e outros blogs maravilhosos que encontrei pelo caminho. atenta e pensativa, em silêncio para não ouvir o marulho do meu mar de palavra... é tempo de ler/ouvir os outros e calar a voz... eu vou.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

finitude

É curioso como podemos, por alguns momentos na vida, esquecer dos limites que existem dentro desse invólucro que chamamos de corpo. Há momentos em que apagamos completamente aquilo que é o mais certo a cerca da nossa existência: a morte.

Dezenas de milhares de teorias existem a respeito. Mas, não é sobre o refletir da morte que quero dizer. Na verdade, é o sobre sentir a morte... o acabar do corpo, ao menos.

Esse assunto aflorou porque estou terminando um roteiro (média-metragem) para o diretor e meu amigo Lucas Figueiredo. A trama   fala  muito sobre morte; Estou totalmente envolvida tanto pela personagem como pelo rumo da história. E, a cada cena, mais me sinto frente a frente com esse sentimento estranho que não sei ao certo o que é, mas, que me deixa um pouco desconfortável. Eu ainda não sei lidar com a morte.

Coincidentemente, na manhã do domingo passei mal. Estava com a glicemia totalmente alterada. Fui para o hospital, fiquei em observação. E lá estava eu, com as sinalizações da doença silenciosa (diabetes); não que vou morrer por causa da doença, mas, o clima do hospital fez meu coração querer concluir mais um momento do roteiro, e me levou a reflexões sobre ser ou deixar de ser. Pensar no instante que pode ser o último instante...

É fato que nada acaba literalmente. Vira outra coisa e permanece na natureza. Nada deixa de ser natureza, tudo continua a fazer parte dela. Um corpo humano quando deixa de ser corpo humano vira outra coisa. Se cremado, cinza. Se enterrado, alimento de outros seres... Enfim, entendo que isso aconteça. Mas, gosto de ser a Susana que sou em mim e, se eu pudesse escolher, permaneceria sendo ela (sorriso).

É algo difícil de lidar. Nem sempre damos conta desse conteúdo. Mas, ele está ali... o velho medo de morrer...


domingo, 29 de novembro de 2009

ares

Em mim, hoje, a única coisa reconhecível é o meu aroma.

sábado, 28 de novembro de 2009

...

Ganho qualquer coisa, em  mim, quando perco você.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pela última vez

As mãos se recolhem
Os braços se cruzam
Pela última vez...

Mantendo o sorriso
E sem dizer palavra alguma...
Como se nada, por aqui, aconteceu.
Como se não fosse a últma vez...

É mais fácil
A despedida
Quando um já partiu

E de braços cruzados,
Lanço-me para fora,
Correndo para meu dentro;

O último suspiro...
pela última súplica...
Numa última tentativa,
com o último soco
na última faca.

Jogo a toalha,
vermelha de sangue,
sinalizando ser a última vez...

Recomeço, sozinha e...
Ditando novas regras
contudo, afastando-me
Cada dia mais
De você.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Black Tie

Lenadro Barbieri é quem trama e, junto com Silvia Cabezaolias, direciona um elenco... em branco e preto? em rigor? Não sei... o que sei é que a Spetáculos lança dia 8 de dezembro... e vamos ver no que vai dar...


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

prêmio

Eu sou mais de implodir do que de explodir. Dificilmente eu arraso o fora, faço isso mais por dentro. Quando faço isso afeto o fora por vezes, mas, é destruidor meu dentro. Costumo ir acabando em doses fortes e rápidas, a mim não apetece o homeopático do derruir.
E, como todos os mortais, quando acabo com o dentro – conseqüentemente, acabando com o fora – eu sacudo o pó e recomeço. Na verdade... Eu, quando destruo o fora, já estou me reconstruindo por dentro. Questão de segundo mais rápido é o movimento da re-construção interior.
Então, quando olhei nos últimos olhos e disse “Não dá mais” já “dava” outra coisa em mim. Uma coisa mais solitária – porque sempre recomeço comigo – e mais adulta. Sim, eu juro que dessa vez queria olhar na cara do meu analista e dizer “Viu? Amadureci! Dessa vez não abortei, não fugi, nem enrolei. Percebi a discrepância e corri ao meu encontro. Comemoro a primeira vez de um fim maduro e adulto”. Ele certamente me olharia com aquele olhar de "insight".
Dessa vez, implodi, mas, sem a embriaguez dos medos pueris e regressivos. Fui além, e não permiti chegar o limite: o meu limite ou o limite dos últimos olhos... Tudo foi finalizado com a dose incolor dos traços da mais madura despedida, talvez, a mais madura em que pude eu chegar.
E tudo foi terminado com a certeza de que agora estou pronta. Senti, suspirando, que agora é káiros. É o ponto do tempo em que o momento é propício para eu enveredar pela linha do ponto em que começa o instante que é. E é nesse instante que está, serena e disposta, a beleza da plenitude que me espera. Cheguei ao meu momento.
Contudo, estou recomeçando e começando outras coisas; num curto espaço de tempo que quase me assustei. Tal qual o Cristo, em três dias; sou o Cristo de mim.
Assim, venero a formosura dessa nova fase... E me sinto tão em paz comigo mesma, percebendo que, pela primeira vez, reconheci um fim sem abortar ou insistir num erro que poderia amargurar toda minha vida... ou ao menos, um bom tempo dela.
Recebo o troféu da coragem madura de não insistir em caminhos que não são meus.

Com carinho...

...aos olhos que receberam o primeiro instante de maturidade em mim...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

posteridade

eu amo tanto o meu filho que jamais engravidarei